O presidente estadual do PP, o deputado federal Eduardo da Fonte, avaliou como precipitada a decisão da governadora Raquel Lyra de exonerar indicados do partido em órgãos estratégicos do Estado, como Ceasa, Lafepe e Porto do Recife. As declarações foram dadas ao jornalista Dantas Barreto.
Segundo o parlamentar, não há qualquer acordo fechado com o pré-candidato ao Governo de Pernambuco pelo PSB, João Campos. Ele também destacou que as exonerações ocorreram na mesma data em que o Tribunal Superior Eleitoral marcou para o dia 26 a homologação da Federação União Progressista.
Ao comentar o cenário político, Eduardo da Fonte afirmou que o momento ainda é de diálogo. “Todo mundo está conversando com todo mundo. Não tem acordo com João Campos”, declarou, ressaltando sua experiência no processo político e reforçando que não será pressionado sobre decisões futuras.
O deputado também afirmou que só irá tratar de alianças de forma oficial após a consolidação da federação partidária. “Não vou mais falar em nome do PP. Como federação, vamos discutir tempo de televisão e fundo eleitoral”, pontuou.
Ainda de acordo com ele, não há portas fechadas para possíveis composições políticas. A eventual candidatura ao Senado também será debatida após a formalização da federação. “Não serei candidato de mim mesmo”, afirmou.
Além de Eduardo da Fonte, a Federação União Progressista conta com o presidente do União Brasil em Pernambuco, Miguel Coelho, que é apontado como pré-candidato ao Senado e já recebeu convite da governadora para integrar a base governista.
Com informações do jornalista Dantas Barreto.
