Blog do Márcio Fellipe

Procon de Santa Cruz do Capibaribe inicia fiscalização após aumento no preço dos combustíveis

Postos foram notificados para apresentar documentação que justifique reajustes registrados nos últimos dias

O Procon de Santa Cruz do Capibaribe iniciou uma ação de fiscalização nos postos de combustíveis do município após identificar um aumento considerado atípico nos preços praticados nos últimos dias. A medida busca verificar a origem do reajuste e garantir que não haja prática abusiva contra os consumidores.

De acordo com a coordenadora do Procon municipal, Beatriz Arruda, o aumento chamou a atenção do órgão e também dos consumidores, já que não houve anúncio de reajuste por parte da Petrobras no período.

Segundo o levantamento feito pelo órgão, entre os dias 1º e 7 de março, o preço médio da gasolina em Santa Cruz do Capibaribe estava variando entre R$ 6,30 e R$ 6,38. No entanto, a partir da última semana foi registrado um aumento repentino nos valores, o que motivou a atuação do Procon.

“Percebemos esse aumento sem que houvesse anúncio de reajuste pela Petrobras, o que gerou estranheza tanto no consumidor quanto no próprio órgão. Por isso estamos percorrendo os postos para solicitar documentações que comprovem a motivação desse aumento”, explicou a coordenadora.

Beatriz Arruda destacou que, neste primeiro momento, o objetivo da fiscalização é coletar informações e documentos que permitam identificar a origem do reajuste. O Procon não possui competência para determinar imediatamente a redução de preços, sendo necessário cumprir um procedimento técnico de apuração.

Durante a operação, todos os postos de combustíveis do município estão sendo notificados para apresentar documentação que justifique os valores praticados.

“É importante esclarecer que o Procon não chega ao posto determinando a redução do preço. Existe um procedimento técnico. Precisamos primeiro identificar se o aumento veio das distribuidoras ou se partiu diretamente dos postos”, ressaltou.

Após a notificação, os estabelecimentos terão prazo de até 10 dias para apresentar a documentação solicitada. Com base nas informações recebidas, o Procon municipal realizará a análise para verificar se houve ou não prática abusiva.

Caso seja comprovada irregularidade, o processo será encaminhado ao Procon Estadual, que poderá instaurar procedimento sancionatório e aplicar multa aos responsáveis.

A ação de fiscalização começou nesta quarta-feira e seguirá até que todos os postos de combustíveis do município, incluindo os localizados na zona rural, sejam devidamente notificados.

Ainda de acordo com a coordenadora, a apresentação das informações solicitadas é obrigatória. A não entrega da documentação pode configurar crime de desobediência, além de resultar em penalidades administrativas.

“O Procon faz parte do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor e tem prerrogativa legal para exigir documentos dos fornecedores. A não apresentação dessas informações pode acarretar multa e outras sanções”, reforçou.

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