Operação da PF embaralha cenário e coloca em xeque projeto de Miguel Coelho ao Senado


A deflagração da Operação Vassalos pela Polícia Federal, com mandados autorizados pelo Supremo Tribunal Federal, atinge em cheio o tabuleiro político de Pernambuco e lança incertezas sobre o futuro eleitoral do ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho.

Nos bastidores, Miguel vinha construindo pontes importantes. Sua imagem já era vista mais próxima do prefeito do Recife, João Campos, em um movimento interpretado como alinhamento estratégico para 2026. Ao mesmo tempo, também foi convidado pela governadora Raquel Lyra para disputar o Senado dentro do projeto de reeleição dela.

Ou seja: Miguel estava politicamente bem posicionado, dialogando com os dois principais polos da sucessão estadual.

No entanto, ao ter seu nome citado como alvo da operação que também envolve o ex-senador Fernando Bezerra Coelho e o deputado Fernando Filho, o cenário muda de patamar. Mesmo sem qualquer condenação — e com o direito à ampla defesa preservado — o impacto político é imediato.

Em disputas majoritárias, especialmente para o Senado, o fator estabilidade e previsibilidade pesa muito nas decisões partidárias. Nenhuma chapa quer carregar ruídos que possam contaminar a narrativa eleitoral.

Diante disso, a investigação pode sim inviabilizar, ao menos temporariamente, a pretensão de Miguel Coelho disputar o Senado em 2026. O jogo político é dinâmico, mas neste momento, a Operação Vassalos adiciona um elemento de alto risco a um projeto que até então parecia estrategicamente bem encaminhado

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