Por Márcio Fellipe - O cenário político pernambucano começa a ganhar contornos mais nítidos à medida que 2026 se aproxima, e um nome surge como peça central nesse tabuleiro: Eduardo da Fonte. Deputado federal experiente e liderança consolidada do Progressistas, ele se tornou hoje o nome mais cobiçado da política estadual, não apenas por cargos ou alianças, mas pelo peso real que carrega no processo eleitoral que se desenha.
Muito se discute sobre o caminho que a federação União Progressista irá seguir nas próximas eleições. De um lado, a governadora Raquel Lyra, com quem o grupo mantém boa interlocução e espaço dentro da estrutura administrativa do Estado. Do outro, o prefeito do Recife, João Campos, que trabalha para reconstruir a Frente Popular e retomar o comando do Governo de Pernambuco. Em meio a essa disputa estratégica, Eduardo da Fonte aparece como o fiel da balança.
O interesse em torno de seu nome não se limita às direções estaduais do PP ou da federação. Ele é cobiçado, sobretudo, por sua capilaridade política, construída ao longo dos anos e que atravessa o estado do litoral ao Sertão do Araripe. Com o apoio declarado ou alinhamento político de mais de 28 prefeitos, Eduardo estruturou uma base sólida que o credencia como protagonista em qualquer projeto majoritário — especialmente no seu plano de disputar uma vaga no Senado Federal.
Essa força territorial transforma Eduardo da Fonte em um ator indispensável nas articulações de 2026. A leitura que se faz nos bastidores é clara: o resultado da próxima eleição estadual passará, inevitavelmente, por suas mãos. Tanto João Campos quanto Raquel Lyra sabem que não será possível construir uma candidatura competitiva sem diálogo, negociação e entendimento com o deputado.
Na bimba do boi - O prefeito Edimilson da Bahia (PT) tem sido alvo de críticas em Correntes após se recusar a formalizar a chegada da Carreta da Mulher Pernambucana — unidade de saúde móvel que oferece exames preventivos voltados ao público feminino — por discordar dos critérios de distribuição de vagas do programa estadual. A resistência gerou insatisfação na população e fez com que o serviço fosse instalado sob escolta da Polícia Militar para garantir o atendimento. Além dessa questão, o prefeito está no centro de um processo eleitoral na Justiça. A Justiça Eleitoral já cassou o mandato dele e do vice por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2024, com possível inelegibilidade por oito anos. O Ministério Público Eleitoral emitiu parecer técnico favorável à manutenção da cassação, reforçando a decisão tomada em primeira instância e encaminhando o caso para julgamento no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE).
Pode cair a qualquer momento - O prefeito de Taquaritinga do Norte, Gena Lins, iniciou 2026 adotando um discurso de choque de gestão, com foco em resultados. Nesse contexto, já promoveu mudanças no secretariado, a exemplo da troca no comando da Secretaria de Educação. Outra pasta que passa a ser observada com atenção é a Secretaria de Turismo, atualmente comandada por Djailson Santos, o Hominho. A Festa de Janeiro tem sido alvo de críticas por parte da população e de comerciantes locais, que apontam a edição deste ano como uma das mais fracas da história recente do município. O cenário aumenta a pressão sobre a pasta e coloca em evidência a possibilidade de novas mudanças na equipe de governo.

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