Durante entrevista concedida ao programa Política em Pauta, da Rádio Estação, nesta segunda-feira, o deputado estadual Edson Vieira fez uma série de questionamentos à gestão do prefeito Helinho Aragão, especialmente no que diz respeito à transparência na aplicação de recursos públicos e à execução de emendas parlamentares destinadas ao município.

Segundo Edson, há falta de clareza quanto à destinação de R$ 500 mil em emendas da ex-deputada estadual Alessandra Vieira e R$ 330 mil de sua própria autoria. O parlamentar também cobrou explicações sobre a aplicação de R$ 1 milhão destinado pelo deputado federal Eduardo da Fonte para o matadouro público, que, de acordo com ele, segue desativado.

O deputado afirmou ainda que a população precisa refletir sobre o atual modelo de gestão municipal. Entre os pontos levantados, Edson citou denúncias de atrasos de pagamentos a árbitros de futebol que atuaram nos jogos escolares do município. Segundo ele, não há conhecimento de que esses profissionais tenham recebido os valores devidos.

Edson Vieira também comentou sobre empresas terceirizadas e fornecedores, afirmando ter tomado conhecimento de que há prestadores de serviço com valores atrasados que ultrapassam R$ 1 milhão. O parlamentar disse não compreender a situação, destacando que, segundo ele, a Prefeitura dispõe de uma arrecadação mensal em torno de R$ 50 milhões.

Outro ponto de crítica foi a abertura de um edital de licitação superior a R$ 3 milhões para o Natal Encantado, mesmo sem a divulgação oficial da programação, além de estruturas ainda em fase de montagem. Edson também questionou os gastos com grandes eventos, citando aproximadamente R$ 15 milhões no São João de Santa Cruz, R$ 500 mil na Noite do Brega do Trabalhador, em maio, e R$ 500 mil na Festa da Magana.

Para finalizar, o deputado comentou sobre a decisão da Prefeitura de alugar um novo prédio para sediar a administração municipal, com valor estimado em R$ 30 mil mensais. Segundo Edson, a Secretaria de Educação deverá migrar para o prédio onde atualmente funciona a Prefeitura, cujo aluguel gira em torno de R$ 18 mil por mês.

A entrevista foi ao ar no programa Política em Pauta, da Rádio Estação, e o espaço segue aberto para que a Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe possa esclarecer todas as informações apresentadas.