Mesmo com as atenções voltadas para as eleições de 2026, os bastidores políticos de Taquaritinga do Norte já começam a mirar a disputa municipal de 2028.

Uma das articulações que começa a chamar atenção é a possibilidade de formação de uma “chapinha de novatos”, reunindo nomes que não exercem e não exerceram mandato de vereador no município. A proposta, ainda em fase de conversas, teria como objetivo formar uma nominata competitiva capaz de conquistar uma ou até duas cadeiras na Câmara Municipal.

A articulação estaria sendo conduzida pelo grupo ligado a Júnior Albuquerque e ganhou repercussão após uma fotografia registrada neste fim de semana, na Vila do Socorro, reunindo Zé da Vila, Edson Vieira, Júnior Albuquerque, Rael das Placas e o conselheiro tutelar Ronilson Medeiros.

Outros nomes também são apontados como possíveis integrantes da articulação, entre eles Irmã Dalete, Andreia Dunda e Davi Lima, além de outras lideranças que poderão entrar nas conversas depois do resultado das eleições de 2026.

A estratégia passa pela formação de uma chapa proporcional com candidatos que tenham potencial individual de votação, mas que, juntos, possam alcançar um desempenho suficiente para disputar cadeiras pelo cálculo do quociente eleitoral e das regras de distribuição das vagas.

Dentro das projeções discutidas nos bastidores, uma votação individual na faixa de 350 a 400 votos poderia colocar um candidato em condições competitivas, dependendo do desempenho geral da nominata e do resultado da eleição. A avaliação, no entanto, só poderá ser confirmada quando estiverem definidos o número de candidatos, os partidos, a quantidade de votos válidos e as regras aplicáveis à eleição de 2028.

Alguns dos nomes cotados já apresentaram desempenho eleitoral em disputas anteriores. Rael das Placas teria alcançado aproximadamente 500 votos; Davi Lima, cerca de 280 votos em 2024; Ronilson Medeiros e Irmã Dalete ficaram na faixa dos 300 votos; Andreia Dunda teria obtido aproximadamente 200 votos; enquanto Júnior Albuquerque chegou próximo dos 400 votos em 2016.

Já Zé da Vila aparece como uma possível novidade no cenário eleitoral, com expectativa de votação estimada pelo grupo entre 300 e 450 votos.

A possibilidade de a articulação utilizar o PODEMOS como abrigo partidário também é discutida, mas a definição deverá depender das conversas políticas e partidárias que ocorrerão após as eleições de 2026.

O principal objetivo da chamada “chapinha de novatos” seria justamente reunir candidatos com potencial de votação suficiente para, em conjunto, alcançar força eleitoral para disputar uma ou duas vagas na Câmara de Taquaritinga do Norte.

Por enquanto, trata-se de uma articulação em construção. As eleições de 2026 ainda devem influenciar diretamente o cenário político local e, somente depois da definição das forças que sairão fortalecidas da disputa estadual, as conversas para 2028 deverão ganhar maior intensidade.

Se a estratégia avançar, a nominata poderá se transformar em um dos movimentos a serem acompanhados de perto na próxima eleição municipal — especialmente pelos atuais vereadores que pretendem buscar a reeleição.