Em entrevista concedida na manhã desta terça-feira (03) ao programa Política em Pauta, da Rádio Estação, a pré-candidata a deputada estadual Helloysa Ferreira (PSB) desabafou sobre a série de ataques e perseguições que vem enfrentando desde o início de sua trajetória política em 2022. Com um discurso firme, a pessebista classificou as ações de seus opositores como violência política de gênero e afirmou que as tentativas de intimidação têm tido o efeito contrário, fortalecendo sua determinação.
Histórico de Ataques e Vitórias Judiciais
Helloysa relembrou que as dificuldades começaram logo no lançamento de sua primeira pré-candidatura, quando muitos tentaram desacreditar seu potencial, sugerindo que ela desistiria da disputa.
"Persisti. E em 2022 ainda houve aquela questão do fundo eleitoral, que teve uma repercussão grande e que, por ser mulher, as pessoas achavam que eu tinha feito o que me acusaram de fazer. Mas, em 2024, as acusações não pararam, continuaram", pontuou a pré-candidata.
Apesar das investidas, Helloysa destacou que tem obtido sucessivas vitórias na Justiça. Recentemente, ela venceu um processo relacionado à violência política de gênero, combatendo a disseminação de fake news por parte de adversários.
O Desafio de ser Mulher na Política
Para a pré-candidata, os ataques são reflexo de um sistema político ainda predominantemente masculino que tenta repelir a presença feminina em espaços de poder. "Enfrento um sistema que é dominado pelos homens. Encaro isso, infelizmente, de forma muito natural, porque a população de Toritama e de Pernambuco conhece minha vida e minha história", afirmou.
Helloysa ressaltou que sua base moral e ética vem de sua família: é filha de um delegado e de uma ex-vereadora que exerceu sete mandatos em Toritama. Ela destacou que a pauta do combate à violência contra a mulher não é apenas um compromisso eleitoral, mas uma vivência pessoal de mais de uma década.
Firmeza na Disputa
Mesmo diante do cenário de hostilidade, Helloysa Ferreira garantiu que não recuará. Segundo ela, cada ataque serve como combustível para sua caminhada rumo à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).
"Não me amedronto, não me intimido. Ao contrário, isso só me dá forças para seguir em frente e, no final dessa história, mostrar a verdade dos fatos para as pessoas que gostam de mim, meus amigos e familiares. Isso só ergue a minha cabeça", concluiu.
